sábado, 12 de dezembro de 2015

Acordolhar!! Uai!!

 Acordolhar !!Uai!!


Um dia me perguntaram o que quer dizer acordolhar, eu respondi, uai, quer dizer acordar o olhar ou dar cor ao olhar. A pessoa disse que era uma maneira bem mineira de falar.

Não é que a coisinha tava certinha, sou mineira demais da conta, sô; falo umas coisa que na horinha nem ponho reparo, mas, depois, quando eu me dou conta, raxo os bico de tanto rir. Temos uma maneira própria de conjugar verbos, parecidin com o inglês, igualin que nem. Nóis vai, eles vai, ocê vai, viu, tudo de carreirinha e facin de entendê. Pobre corretor do computador fica louco. A mode o outro, quem mandou ele não aprendê a falá mineirês, né? Ele fica pedino acodeeu. Eu falo: causdiquê? Eu digo prele: chispa daí com estas linhazinha vermeia e verdinha, sô.

As pessoas dão mil nomes pras coisas, nois resume tudo numa palavrinha só: TREM, facin.  Eu fico matutanu, a mode o quê as pessoa complica tanto pra falar. É só pedir pra pegar os trem em riba do armário, redar os trem, despendurar os trem, ponhar os trem, garrá os trem, e todo mundo sabe certin quis trem que é.

Eu num dô conta de gente que acha que nóis, mineiro, é mocorongo. Neca de pitibiriba, nóis num é bocó; eles é que fica me estumando e eu fico fula da vida. Nóis facilita a vida, junta as palavra e forma uma bem grande, parecidin com os alemão. Táoszóidacara quer dizer que algo está custando os olhos da cara, ou está caro, entendeu? Tudo bem, nois come os sss tudin, mas como nóis é bonzin, nóis deixa eles tudo pros carioca, tá bão? Mas também a gente economiza um montão de palavras. NUUUUUUU quer dizer Nossa Senhora da Abadia, ou qualquer outra “santa” que ocê gostá, certin?
Mineiro com fome caça um trem pra cumê, fuça nos botão do carro, escrafuncha as gaveta, quando fica doente diz que teve um trem no coração.

Prestenção, banoite gente, tô pingano de sono, a chuva tá pendurada, amanhã tenho que acordá cedin e falar português certin. Mas, se alguém rideu dar uma mineirada, eu respondo em inglês ou em francês; alemão é mais difícil de falar, mas eu posso até tentar.
Nóis num é bocó não, sô; nóis é mineiro e pronto. E vou te contá um trem: é bão padaná. 

 Esther Luisa Hercos fatureto
(*)Médica mineira, oftalmologista

Acordolhar 10+10

Acordolhar 10+10

Acordolhar hoje vai celebrar a vida!!!
Uma celebração 10+10, um brinde à saúde e ao sossego, dois desejos nota 10!!!
Acordar sem dores, agradecendo a noite, reverenciando o dia que surge, levantando para estudar, trabalhar, cuidar da casa com saúde e sossego não tem preço. A casa ou a cama podem não ser fantásticas, mas se a mente estiver em paz tudo segue em harmonia. Pode ser que alguém tenha que ir de ônibus, mas, se o coração estiver sossegado, a viagem corre como se estivesse num carrão.
O que vale 10+10 é a saúde e o sossego.
Nós perdemos a saúde quando não dedicamos um tempo para nós mesmos, assim como pessoas ocupadas demais perdem o sossego em busca de lucros cada vez maiores.
O equilíbrio é a fonte de paz. 
Com saúde nós trabalhamos, estudamos, exercitamos nossos corpos e conseguimos qualidade de vida. Com sossego e paz na alma, nós aproveitamos muito mais os frutos de nossos esforços.
Eu só queria um pouco de pó de pirlimpimpim pra voar pra um país com governantes honestos, coerentes e capazes de gerenciar o dinheiro dos nossos impostos. Nós teríamos mais sossego em planejar o futuro de nossa família. 
Dá uma tristeza trabalhar tanto, ver quanto pagamos de impostos e sentir que estamos sendo vítimas de estelionatários eleitos com promessas de transformar nossas vidas em paraísos. O que vemos é nosso dinheiro voando para paraísos fiscais... Pior é que tem gente que apoia e acredita neles.
Não é o que juntamos o que nos define, mas o que espalhamos. Queremos espalhar respeito com o suor do nosso trabalho para podermos viver em paz. Queremos celebrar sempre.
O que nos resta é pedir a Deus luz para que os nossos governantes deixem a nossa vida seguir sossegada e com saúde.
Esther Luisa Hercos Fatureto
Médica oftalmologista

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Acordolhar 10

Acordolhar 10
publicado no Jornal da manhã Uberaba
Gentileza gera gentileza, já dizia o poeta de rua.
Lembro-me bem das bases dos elevados perto da rodoviária no Rio de Janeiro, todas escritas com poesias dele, e eu nunca dei importância. Mas elas traziam mensagens de gentileza e bondade.
Naquele tempo eu não tinha acordado meu olhar ainda. E vivíamos em plena ditadura; o que será que é ditadura não sei bem. Até hoje me pergunto quem são os reais ditadores.
Tantos anos já se passaram, e agora consigo ver coisas que não enxergava; parece que ao envelhecermos tomamos consciência do valor do tempo.
A pressa das horas nos faz perder sorrisos, eis a parte mais triste da vida. Quem perde sorriso perde luz, o olhar fica sem cor.
A luta é contra nós mesmos, temos que aprender a nos amar, nos cuidar; temos que encontrar tempo para gentilezas conosco e com os outros.
Temos que acordar o nosso olhar.
Num mundo tão confuso, com tanta inversão de valores, ficamos perdidos, sem saber o valor real das coisas. Tudo gira em torno de dinheiro, mas tudo que pode ser comprado é barato. Caras são coisas que o dinheiro não pode pagar; gentileza é uma delas.
Gentileza no trânsito conserva vidas.
Nada abre mais portas do que um sorriso, nem precisa falar a mesma língua, basta sorrir para que muitas portas se abram.
Tem momentos que vejo sorrisos falsos e fico pensando como alguém acredita neles e em suas promessas políticas falsas. Como existe gente que tem a coragem de prometer mentiras. Uma total falta de gentileza com trabalhadores que estão perdendo os empregos, com pessoas que precisam de escolas e de atendimento de saúde. Contam estórias irreais e acreditam nas próprias mentiras.
Se tivéssemos um governo gentil, com sorrisos sinceros e desejos de só usar o dinheiro público em prol da população, como seria uma maravilha este país. Sem interesses econômicos sujos, sem desvios, sem corrupção... Que perfeição!
Não tenho muito mais tempo; não vou viver mais 50 anos; provavelmente não vou mais ver as poesias nos elevados, mas gostaria de deixar um lugar decente e uma profissão valorizada e respeitada para as minhas filhas viverem. Gostaria de ver o país ser governado com gentileza pura e sem interesses, bonito e suave, como nas falsas propagandas eleitorais. Desejo um país livre, sem ditaduras de esquerda ou direita, um país que só quer ir pra frente, apesar de ser comandado por um cabo de guerra. Onde interesses econômicos comandam as pontas.
Temos que cobrar gentileza com nossos impostos; eles estão metendo a mão sem dó. E depois falam que não sabiam de nada...
O profeta gentileza pregava justiça, que seja feita uma gentil justiça.
(*) Médica oftalmologista

domingo, 18 de outubro de 2015

Acordolhar 8

Acordolhar 8

artigo publicado no Jornal da Manhã Uberaba

Acordei meu olhar hoje com sentimento de viver em um mundo estranho demais. Cenas de famílias inteiras fugindo de regiões de guerras e ditaduras, por terra ou mar, por onde der para fugir do inferno, eles fogem.


Meu olhar perdeu a cor, o brilho e a esperança de dias melhores.


Fiquei pensando em quantos países exportam e ganham muito dinheiro com armas de guerra, feitas para matar seres humanos!!! Que dinheiro amaldiçoado, penso eu. Depois que os países em guerra compram e usam estas armas, restam aos sobreviventes virarem refugiados. O que fazer destes seres humanos? Nas cabeças dos dirigentes de países poderosos o jeito é deixá-los morrer à míngua, já que teimosamente não morreram nos conflitos.


Os habitantes de países que vendem armas, vivem numa realidade irrealmente maravilhosa, acham que são os seres humanos mais evoluídos do mundo, imaginam que gente que mora em áreas de conflito são seres de segunda classe. Famílias inteiras fugindo, perderam suas casas, seus empregos, procuram refúgio em lugares sem guerra, e o que encontam? Paredes de arame e guardas bem armados, Oh! não guardas armados de novo não!! Já não bastavam o exército ou milícias em seu países de origem.


O leitor que mora no Brasil deve estar pensando, o que nós temos com isto? A maioria das famílias veio da Europa, Ásia e Oriente Médio fugindo de guerras. E cá estamos nós, num país sem guerras, ou melhor conflitos armados. Mas com total destruição da economia planejada por políticos corruptos e mal intencionados, que a título de nos conduzir à democracia, estão destruindo nosso país.E tem que os ache honestos e corretos...que lástima.


Acordolhar tenta acordar o olhar para todos os seres humanos que estão sofrendo. Em alguns casos só nos resta orar, rezar, pedir á Deus que ilumine a cabeça dos dirigentes e da população, para que os ampare e que nos ampare também.

 
Triste é saber que tem quem ganhe muito dinheiro com venda de armas. Por aqui tantos ganham dinheiro desviando dinheiro de hospitais e escolas....que tristeza. 


Estou realmente com olhar entristecido para o nosso país, nosso planeta. Qual a razão, quais interesses levam um grupo de seres humanos a planejar destruir outros? Quem vota num candidato não imagina que esteja votando num monstro, pois as propagandas são lindas e perfeitas.Os interesses econômicos suplantam a humanidade, a caridade e a responsabilidade. 


Os políticos que estimulam as guerras e os que rechaçam refugiados são tão cruéis quanto os que roubam descaradamente o dinheiro público e depois deixam a população carente na penúria e no desemprego. Mas gastam fortunas com mordomias e propagandas enganosas divulgando mentiras.


Existem muitos seres desumanos ganhando muito com a desgraça de outros seres humanos, que horror.

Esther Luisa Hercos Fatureto, médica oftalmolo
gista.

Acordolhar 7

Acordolhar 7

artigo publicado no Jornal da Manhã Uberaba

Hoje Acordolhar vai mergulhar num tema triste: a Inveja.
A sombria Inveja.
Na vida existem situações diferentes, umas pessoas têm oportunidades e as aproveitam. Outras não  aproveitam, enquanto outras não têm oportunidades, mas as criam.
Quase tudo é uma questão de escolhas, e como elas são difíceis.
Conviver com as escolhas é a parte mais desafiante da vida. Acordar o olhar pra escolhermos bem nossos caminhos é o segredo de quase tudo.
O destino brinca com a gente, tenta nos enganar com promessas mirabolantes, com seduções irresponsáveis, o velho canto da sereia. Temos que abrir bem os olhos e escolher o que queremos na nossa vida. Depois de fazermos nossas escolhas temos que conviver com elas, neste momento começam as crises de inveja.
Quando acordamos nossos olhares e enxergamos as escolhas erradas que fizemos, começamos a observar as outras pessoas e vemos que nossos caminhos poderiam ter sido diferentes.Temos que nos segurar para não sentirmos inveja, sentimento horrível que nos queima por dentro. Neste momento temos que domar nossos pensamentos e mudarmos o rumo de nossas vidas.Lágrimas de inveja virarão sorrisos e nossos sonhos vão se tornando realidade.
Ninguém está livre da inveja, ela vem sem percebermos, ela vai queimando nossa capacidade de lutar. Nesta hora temos que abrir os olhos, dar cor aos nossos olhares pra mudarmos o rumo das nossas velas da vida.
O destino está em nossas mãos, se um dia fizemos escolhas erradas, podemos tentar refazer os planos.
Ninguém consegue apagar o brilho de outra pessoa, a inveja destrói o invejoso e joga energia ruim para o universo.
Existe uma lei implacável, tudo que irradiamos, um dia receberemos de volta. Então vamos irradiar paz, felicidade e sucesso, assim tudo de bom voltará para nós, com certeza.
​Tudo o que a vida faz é retribuir o que oferecemos.
Esther Luisa Hercos Fatureto, médica oftalmologista.

sábado, 29 de agosto de 2015

Acordolhar 6




Acordolhar 6


Artigo publicado no Jornal da Manhã UBERABA

Uberaba

Tem gente que passa pela vida sem ver suas belezas, tem gente que simplesmente sobrevive, que tristeza.
Acordar o olhar é uma maneira de prolongar o prazer de viver.Dar cor ao olhar é se apaixonar por algo ou por alguém que esteja disposto a colorir os traços em branco da sua vida.
Sair de casa, caminhar, orar, visitar amigos, sair para comemorar as alegrias, para contar as tristezas, para dividir vida com outras pessoas é dar cor ao olhar.
O tempo não volta, é uma certeza para todos nós, então vamos aproveitar cada minuto de vida. De sexta a sexta é dia de acordar o olhar e agradecer, chega de esperar o que está no futuro.
Olhando as arvores entendi uma grande lição da vida. Quando olhamos pro céu debaixo de uma árvore cheia de folhas, muitas vezes não enxergamos as núvens nem o sol. Ficamos imaginando como estará lá pra cima das folhas. Numa certa época, as folhas caem e surgem as flores, como nos ipês. No lugar das folhas surgem as flores. Podemos então ver o céu através da flores, mas sem folhas. Sempre será assim, perde-se uma coisa e ganhamos outras. Mas sempre a vida nos oferece coisas boas, mesmo quando nos faz chorar. Dizem que as lágrimas são os melhores óculos para enxergarmos Deus.
Acordolhar de hoje tem o objetivo de abrir nossos olhos para as bençãos da vida, mesmo quando elas não parecerem tão abençoadas. Sempre existirá uma razão para que as coisas aconteçam, temos que tirar lições. Podemos fazer limonada ou caipirinha do limões que a vida nos oferece. Limão faz tão bem à saúde.
O que nos adoece é ver desonestidade e vitória do mal.
Vivemos num momento politico horrível, insegurança, roubalheiras absurdas que parecem não ter fim, dá uma vontade de nem ouvir noticiário. mas não podemos nos omitir e deixar rolar, é nossa alegria de viver que está sendo roubada. Eu não permito isto, desejo que ninguém permita ver seus sonhos destruídos por gente sem escrúpulos. Temos que ver o céu de novo através das flores.Vamos demonstrar por todos os meios que não estamos felizes com o que estão fazendo com nosso país. Não podemos deixar estes políticos destruírem tudo o que construímos.
Desejo que estas folhas podres caiam, que as flores da justiça surjam e que um novo país volte e florescer. Quero ensinar pras minhas filhas que honestidade e ética são princípios sem fim. Quero que elas saibam que mesmos que as flores caiam, mesmo que dificuldades surjam, valerá a pena os esforços, pois viveremos num país onde o esforço e dedicação serão valorizados.


Esther Luisa Hercos Fatureto, médica oftlamologista.

Acordolhar 5


Acordolhar 5


Publicado no Jornal da Manhã


Uberaba


Colorir, dar cor, acordar, despertar para os reais valores da vida, eis nossa missão maior neste planeta.Cada ser humano tem uma missão importante, por mais simples que pareça. Cada um de nós veio ao mundo para dar cor à existência de outras pessoas.
Existem muitas maneiras de colorir a vida. Pode ser um trabalho remunerado, mas quando feito com carinho ilumina os caminhos de outros seres. Pode ser um trabalho voluntário, este então tem uma energia ilimitada. Toda energia que irradiamos volta mil vezes para nós mesmos.
Ninguém vem ao mundo a passeio, todos temos uma meta boa a ser cumprida. Uns vêm ajudar, mas outros se sentem no direito de explorar, roubar e destruir, que tristeza. A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Não colhe flores, quem planta erva daninha.
O trabalho voluntário é uma forma de disseminar energia boa, enquanto uns roubam merenda escolar, outros compram medicações para crianças com câncer. São pessoas muitas vezes taxadas de chatas, muitos fogem delas, dizem que não tem dinheiro, nem tempo, nem vontade de ajudar ninguém.Vender rifa é a coisa mais chata do mundo, mas é uma maneira de arrecadar dinheiro para causas nobres.Pessoas que têm a coragem de pedir ajuda para carentes, deveriam ser muito mais respeitadas e aplaudidas. 
Muitas pessoas que trabalham o dia todo, não têm tempo para trabalho voluntário, mas podem produzir algum artesanato para vender em bazares, podem comparecer às festas à noite ou nos finais de semana. Quem quer ajudar sempre encontra um caminho. Mesmo se não tiver dinheiro, pode doar tempo ou se tiver condições financeiras pode doar bens de consumo. Sempre temos algo a doar, sempre tem gente  necessitando de nós.
Com tantos governantes desviando dinheiro público, muitos setores ficam à mercê de donativos, uma triste realidade. Existem hospitais fechando por falta de repasses governamentais por trabalho já realizados, enquanto enrolam anos a fio para inaugurar outros. Vai entender o mundo da política... 
Eis a missão do Acordolhar de hoje: ajudar sempre. Mas sem esquecermos de cobrar atitudes positivas de governantes, afinal eles se candidataram para servir ao público, e não para se servirem do dinheiro público.

Esther Luisa Hercos Fatureto, médica oftalmologista.

Acordolhar 4




Acordolhar 4

Artigo publicado no Jornal da Manhã


Uberaba



Acordar cedo é minha preferência, adoro o frescor da manhã, minha energia está a mil nesta hora. Acordar e olhar o sol nascendo, abrir a janela e agradecer,  eu tenho mania de agradecer a cada instante. Acordar cedo vendo as diversas cores da vida, ver sorrisos alegres ou carinhas mal humoradas faz parte também deste momento.
Adoro atividade física pela manhã, muitos gostam depois do trabalho à noite, tudo bem. O importante é mexer o esqueleto, alongar as juntas e fortalecer os músculos. Correr, andar, dançar, pedalar....qualquer coisa é bom demais pra acordar nosso olhar e dar cor às nossas vidas. Não precisa ter dinheiro, tênis caros ou bicicletas chiques, tem que ter disposição e vontade. Podemos dançar dentro de casa mesmo, por exemplo.
Todo mundo tem um tempinho livre, andamos desde criança, ninguém precisa aprender a andar, temos que despertar esta vontade, abrir nossos olhos para o bem que isto nos faz. Pode ser que não emagreça, mas desperta a consciência corporal que muitos perderam.
Várias praças da cidade contam com equipamentos de ginástica, são bem conservados e limpos. Se nos permitirmos, podemos fazer muito esforço físico neles. Podem parecer coisa de velhinhos doentes ou de criança, mas não são. Se executarmos bem os exercícios nós vamos sentir os nossos músculos vivos e energizados. E detalhe!! De graça. Só temos que ter vontade de ir pra praça.
Muitas doenças podem ser amenizadas e até curadas com exercícios físicos. Se associarmos alguma atividade com uma alimentação melhor, certamente daremos mais cores às nossas vidas. Até doenças emocionais podem ser aliviadas com atividades ao livre, em academias, em grupo de idosos, em qualquer lugar onde encontremos sorrisos e energia de viver.
Estimular amigos e parentes também é uma forma de iluminar a nossa vida e de outras pessoas. Convide pra caminhar alguém que está passando momentos de tristeza, ajude esta pessoa a observar a cidade e olhar as pessoas. O segredo é sorrir, assim a vida nos sorri de volta. Existem centros de convivência públicos, com profissionais especializados em atividades físicas e mentais, temos que nos informar e passar a utilizar o que nos é oferecido gratuitamente. Sempre existe uma luz, nós só temos que abrir os olhos e segui-la.
Acordar o olhar é passar a cuidar de nós mesmos. Vamos alongar nosso corpo, passar filtro solar, respirar profundamente, encolher a barriga, levantar o corpo e dizer pra vida que nós estamos vivos e prontos pros desafios. Com muita brilho no olhar!! Distribuindo cor por onde passarmos.
 
Esther Luisa Hercos Fatureto, médica oftalmologista.
 

Acordolhar 3

Acordolhar  3

Artigo publicado no Jornal da Manhã 

Uberaba

Tenho mania de amar cores, quero sempre muitas cores. Não consigo viver sem colorir, literalmente  adoro colorir.
Tenho cor no olhar, tento dar com ao meu olhar, sempre me esforço para acordar meu olhar. Gosto de gente colorida, sincera e iluminada.
Assisto televisão colorindo, mas as notícias que chegam não são nada coloridas.Como o ser humano é capaz de deixar o nosso planeta tão feio e sujo. Não falo do sentido físico somente, mas no sentido moral.
Como um ser humano é capaz de desviar dinheiro de merenda escolar, de remédios para doentes de câncer, de vítimas de catástrofes? O que será que passa por estas mentes tão doentias?? Almas endividadas possuem cores tristes e pálidas, envoltas em roupas e carros caros. Almas sem luz, que se acham o máximo por terem enganado tantas pessoas. Geralmente são dirigentes, comandantes e governantes sem um pingo de vergonha na cara, eles acham que nunca serão descobertos ou punidos.
E o que resta a nós, trabalhadores de verdade e pagantes de impostos? Assistir calados a estes shows de horrores? Não, não e não!!!
​ Enquanto eu tiver voz e cor nos olhos vou gritar e me indignar sim, muitas vezes, sempre.
Quantas pessoas já perderam o brilho e a cor do olhar, muitos perderam a capacidade de se indignar. Muitos acham que não vale a pena se desgastar, pedir melhoras de serviços públicos e honestidade com o dinheiro público. Eu acho que sempre vale a pena, sempre temos que fazer valer nossos direitos, temos que nos fazer respeitar. Só assim os desonestos perceberão que não estamos aprovando suas atitudes. Para mim, quem cala consente.
Se neste espaço de jornal eu conseguir despertar a cor do olhar de uma só pessoa, já vale o esforço. Vamos mostrar que não gostamos de quem quer tirar nosso brilho do olhar, vamos sugerir melhorias na cidade, vamos observar em quem votamos. Não dá pra continuar elegendo bandidos vestidos de anjinhos. Bandidos são o lado triste e escuro da vida, queremos luz, paz, saúde, progresso e segurança.
Um dia uma nave vai passar levando pra outros mundos este tipo de gente, preparemos nossos corações e mentes para não sermos passageiros dela.
Quem apoia bandidos é cúmplice e não vítima. Cúmplices serão companheiros de viagem nesta nave.




ESTHER LUISA HERCOS FATURETO, médica oftalmologista;

Acordolhar 2


Acordolhar 2


Artigo publicado no Jornal da Manhã

Uberaba


Viva!! Acordemos nossos olhares, a luz é para todos. As oportunidades esperam nossa vontade, o sucesso espera nosso trabalho. Eis a sequencia perfeita da vida.
Quem gosta de caminhar pelas ruas? Eu adoro sentir a brisa do sol nascente, é minha hora preferida. Mas quem nunca se deparou com calçadas destruídas, quebradas, cheias de entulhos? O senso de comunidade passa longe de certos moradores.
Cadeirantes, idosos e carrinhos de bebê têm que trafegar pela via, disputando espaço com carros. Demoliram algumas casas na Rua Bento Ferreira colocaram tapumes e quebraram todo passeio, isto a poucos metros da prefeitura. Uma falta total de respeito, nota zero para o proprietário.
Os passeios das avenidas ficaram irregulares depois das obras, com falhas e depressões que se enchem de água da chuva e postes no meio dos passeios. Quando reclamamos pelo Facebook sabe o que foi respondido? Que cada um deve cuidar de seu passeio, mesmo que ele tenha sido destruído pelas obras públicas. Nota zero para o poder público que realizou as obras e deixou acabamento de terceira.
De zero em zero, vamos colecionando joelhos machucados, braços quebrados, rezando pra não sermos atropelados.
Acordar o olhar é passar a enxergar estas pequenas coisas e denunciar aos órgãos competentes. E esperar soluções de primeira categoria, nunca remendos mal feitos, que serão refeitos muitas vezes.
Dar cor ao olhar é desejar uma cidade bonita, arborizada, ruas com passeios e pavimentação regular, sem buracos e bem sinalizada. Afinal pagamos pra ter isto e pagamos caro.
Cada cidadão deve cobrar, deve mostrar o que pode ser feito para melhorar. Muitas vezes quando reclamamos somos taxados de chatos. Não estamos pedindo muito, só o básico.
Temos que abrir os olhos e a boca, senão vão achar que estamos satisfeitos. Quem cala, consente e apaga o brilho do olhar. Isto não pode acontecer, nunca.
Esther Luisa Hercos Fatureto,médica oftalmologista.

Acordolhar 1





Acordolhar 1
 
Artigo publicado no Jornal da Manhã 

Uberaba


Surge uma nova palavra, pode ser um novo verbo, que pode significar muitas coisas. Dar cor ao olhar, acordar o olhar. Ver a vida por um novo prisma.

Surge hoje uma série de artigos que darão cor ao olhar e acordarão muitos olhares. Quantos olhares sem cor e sem vida nós encontramos pelo caminho. Não é uma série de autoajuda, nem de críticas ferrenhas, será uma mistura de tudo isto.
Só desejo que possamos viver num mundo de olhares cristalinos, puros, pessoas que irradiem bondade, responsabilidade e honestidade. Lugar onde o trabalho honesto seja reconhecido por governantes eleitos,  que usarão os impostos que nós pagamos, da melhor forma possível. Simples assim, eu pago impostos e meu dinheiro só será usado para a melhoria da vida de todos, nunca para sustentar mordomias e corrupção.
Estamos cercados de tantas notícias de malandragem e roubos de dinheiro público, que muitos perderam o brilho do olhar, perderam  a capacidade de se indignar. Perder a capacidade de se indignar é quase morte, uma escuridão total.
Vamos todos acordar nossos olhares, fomos nós que permitimos que o caos se instalasse ao eleger pessoas tão interesseiras. Não participo de nenhum partido político, mas abomino desonestos em pele de cordeiro, carinhas de anjo com alma de guerrilheiros. Pseudo democratas que fingem ter combatido ditadura, mas idolatram outras ditaduras.
As pessoas estão perdendo a esperança e o brilho do olhar, pois se sentem impotentes diante de tanta banditagem com nosso dinheiro. Cada olhar que fica calado, perplexo, é uma benção para os desonestos. Quem olha tudo isto e diz que não pode fazer nada estará contribuindo para que tudo piore. Para mim, que cala, consente.
Este espaço no jornal servirá para acordar olhares adormecidos. Temos que cobrar posturas e bons serviços. Muitos os políticos foram eleitos com promessas mirabolantes, eles que se virem para cumpri-las. Ou que desapareçam. Mas parem de nos oferecer serviços de terceira categoria. O dinheiro dos nossos impostos é suado e de primeira categoria.
Enquanto eu tiver luz e brilho no olhar vou cobrar um mundo melhor, para mim, minha família e para todos. Sugiro que passemos a olhar o mundo com olhos de luz, as trevas odeiam luz.

Esther Luisa Hercos Fatureto, médica oftalmologista.